Enviado por negatereza, sab, 27/06/2009 - 10:32
Estava aqui olhando a informação circular diante de meus olhos, quando captei uma perspectiva de números interessante (que pretenção!)
Parâmetros:
- Michael Jackson (Páz à Sua Alma) ganhou mais de 500 Milhões de Obama$ em toda sua carreira
- Bill Gates possui uma fortuna estimada de 40 Bilhões de Obama$
- As 3 pessoas mais ricas do mundo são tão ricas quanto os 48 paises mais pobres
- As 84 pessoas mais ricas possuem uma riqueza superior ao PIB Anual da China
- As 225 pessoas mais ricas possuem uma riqueza equivalente ao total anual de receitas das 3 Bilhões de pessoas mais pobres
- 25.000 pessoas morrem de fome todo dia
- Segundo um estudo das nações unidas, bastaria menos de 4% da riqueza acumulada das 225 maiores fortunas mundiais (~1 Bilhão de Obama$) para para resolver definitivamente o problema da fome, da educação e da saúde no mundo.
- Se para cada PC vendido no mundo fosse recuperada uma taxa simbólica de 1 Obama$, em somente Dez anos podemos resolver o mesmo problema
- Para resolver "à crise", foram virtualmente gastos 2.800 Bilhões de Obama$
fontes de dados: CIA Factbook, Forbes, TED Talks, ONU - PNUD 1998
Conclusões:
Tem coisa que não estão rodando logicamente, ou então tem uns poucos que estão debochando descarademente de muitos.
Motorista! Pare o Mundo que eu quero descer!
Soluções:
Numa certa época, ou em outra, as minoridades utilizaram-se de recursos ingeniosos para resolver o equilibrio dos poderes.... ou vamos esperar que a nova ordem mundial se installe...
Aguardo às suas soluções....
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Re: Numeros em perspectiva...
Os problemas do mundo sempre foram politicos.
Não há nada que um pouco de boa vontade e organização não resolvam. E estariam resolvidos enquanto esse empenho durasse também.
Temos muitos pobres no mundo porque eles não tem as mesmas oportunidades que aqueles que tem dinheiro.
Se dessemos a chance de todos poderem andar com as proprias pernas, talvez tudo se auto-ornganizasse até, mas acontece sempre o contrario, alem de tirar a chance, quebramos as pernas dos coitados.
Re: Numeros em perspectiva...
Gente, não espero nenhum senso comum desta discussão, pois "cada cabeça é um mundo".... Espero um bom debate, com idéias francas e claras como as que já vi aqui pelo OVelho.com, que permita cada um de ter e expressar sua opinião sobre o tema.
Por isso Doc, não leve isso pro lado pessoal.... respeitarei até à morte o direito de você expressar e defender suas opiniões....
Vamos então à uma replica possível ao debate, pois dependendo do dia, do humor, da pressão atmosférica, da torrada ter caído ou não do lado da geléia, etc... Eu teria talvez uma opinião ligeiramente diferente desta:
Realmente... Pelo visto ocorre mediante o sistema bancário, imprescindível para que haja especulação e criação artificial de riquezas (mecanismo de fundo de reserva), ambas conseqüência desastrosas do Capitalismo moderno.
Talvez por isso estes números nos chocam e pareçem tão aberrantes. Estamos defendendo um sistema que provoca os males que ele mesmo teria a capacidade de sanar, mas não tem
margem financeirainteresse de faze-lo.O problema ao meu ver é que os interessados, nós, a classe burguesa, o povão, a massa, não fazem nada contra o poder financeiro - político - oligárquico estabelecido por um punhado que persiste em nos fazer acreditar que o problema tem de ser "entendido de maneira sistêmica'.
Este mesmo punhado que estabeleceu um sistema baseado na criação de pobreza (conseqüência da criação de riquezas), que continuará existindo enquanto uma sistêmica de substituição perfeito não for encontrado.
E acredite, lutam no escuro para que nenhuma solução seja encontrada...
...nos
ameaçandoadvertindo do caos à vir, do apocalipse econômico, do efeito dominó.... Efeito que vamos sentir de qualquer jeito, seja no próximo crash financeiro, seja no primeiro acidente bacteriológio, seja no próxmio atentado, ou na próxima pandemia, e eventualmente na próxima catastrophe ecologica.Parêntese: em 110 anos, este capitalismo do qual tanto nos glorificamos, perfeito, harmônico e justo para todos os povos do planeta, provocou uma aceleração de nosso modo de vida que originou a maior catástrofe ecológica provocada por um ser vivo! Nem os dinossauros conseguiram isso!
Este é um bom argumento, mas que não tem consistência pelas manifestações reais de seu exato contrário: todos os sitemas que visaram se opor ao capitalismo fora "derrubados" ou então "assassinado no ovo". Falo aqui dos movimentos revolucionarios populares, do socialismo, do comunismo, do anarquismo e em breve do altermundialismo.
Ou melhor dizendo, todos os sistemas propostos por outros que o poder estabelecido foram descridibilizados e descartados como soluções viaveis, seja atravez de uma propaganda mediática politica|religiosa, seja pelo estabelecimento das ditaduras governadas pela C.I.A., MI9 ou Esbola.
Quando o bicho começa a pegar, a gente faz uma guerrinha aqui, derruba um presidente ali, ou uma personalidade do ShowBiz morre acidentalmente com injeções suspeitas.....
Parentese: alguns justificam o terrorismo como a única solução de contestação usada e permitida pelas potencias mundiais. Pois é, fanatismo existe em todos os sistemas.
É justamente aí que eu queria chegar. No ponto onde estamos com o sistema atual, acredito como você que a "evolução" para uma nova proposta, um novo modelo, é impossível.
Por isso ironicamente sugeri uma "revolução".... E como na maioria delas, haverá sangue, haverá caos, e sobretudo haverá uma nova proposta de reconstrução, uma janela aberta à uma nova maneira de pensar, e haverá o que mais nos falta: reconstrução.
Fora o "Régime de la Terreur" e o surgimento de um dos maiores impérios da história da Europa, os eventos que sucederam a Revolução Francesa permitiram diretamente ou indiretamente:
Parentese: O nacionalismo moderno e a cidadania tem certamente raizes profundas nos sentimentos que nasceram da revolução francesa. Nações se cristalizaram em volta de ideais ou objetivos morais à serem atingidos por todos da mesma nação. Algumas nações escolheram ideais valorosos como "Liberdade, Igualdade, Fraternidade"... Outros escolheram "Deutchland Über Loss" ou "Ordem e Progresso"....
Sei lá..... Será que já não conhecemos a natureza humana? Em 150.000 anos de "humanidade", chegamos onde chegamos....uau... Bem ou mal o futuro dirá, mas é no presente que as coisas mudam.
Acredito ser uma profunda ilusão humana que de acreditar que as coisas evoluam sem que façamos nada para mudar o curso das coisas. (para descontextualizar o controverso Churchill em "a primeira coisa necessária para que o mal prevaleça é que os homens de bem não façam nada"
Ou que ele se perca, e seja redescoberto, renovado, com uma nova visão, uma nova perspectiva.
Noham Chomsky adianta em vários de seus livros que um dos principais mecanismos necessários para qualquer revolução é que algumas pessoas começem a acreditar que "existe uma outra alternativa"!
Posso lhe retornar seu argumento dizendo que é mais fácil de não mudar nada que de tentar algo que saia da rotina e do conforto preestabelecido.
Uma teoria boa o suficiente para provar alguma coisa teria evitado o "silenciamento" de muitas grandes mentes .
Enquanto alguns tentavam gritar ao mundo o Heliocentrismo, que a terra era redonda, ou que Deus não existe, outros se obstinavam em afirmar que o corpo humano não poderia ultrapassar a barreira do som, que seu Deus era dono da verdade absoluta, ou que não existe um modelo podendo substituir o capitalismo senão o caos e a desordem.
... o Capitalismo como modelo economico talvez ainda tenha longos dias diante dele, mas como modelo social, politico, e de evolução humana, ele jà morreu....
Eu pessoalmente ainda não tenho solução, mas acredito que existe uma alternativa.... não acredito mais neste sistema, e não suporto mais as injustiças que ele provoca, não suporto mais me olhar no espelho e ver que meu modelo de vida e de conforto mata gente!
Eu fico puto da vida em saber que o sacrifício de tantos beneficia somente alguns poucos. Gostaria que nossos sacrifícios sejam orientados em dois principais eixos:
Re: Numeros em perspectiva...
Quis dizer que, por enquanto, há aqueles que nada fazer e aqueles que fazem errado (no sentido de solucionar o problema). Por mais intuitivo (ou senso comum) que possa ser o ato de voar, há de se entender o que causa a elevação, sob pena de que toda tentativa leve a uma queda, mesmo que mediante uma grande certeza de sucesso e boa intenção.
Ele não precisa ser perfeito. Basta que dele siga o trato igualitário (ou se prove inexistente para o caso geral, por exemplo).
A vida não está em risco. Se a humanidade causar a extinção em massa de várias espécies e alterações notáveis no meio ambiente (pondo em risco até a perpetuação dela própria), não será sem precedentes biológicos (algo anômalo). Isso apenas será péssimo para ela enquanto oportunidade empírica, não por prejuízo à vida em si. Finalmente, essas alterações seriam decorrência, como você colocou, das ações de uma espécie em particular (a nossa) e seriam, por isso, naturais.
Entretanto, do nosso ponto de vista, o pensamento de certo modo egoísta e produtivo de preservação das condições naturais atuais é recomendado.
É por conta de argumentos desse tipo, que conjecturo que um sistema igualitário não seria possível. Mas ainda é muito cedo para afirmar qualquer coisa.
Se essa conjectura estiver correta, o compromisso imediato deve ser com uma componente da humanidade: a notável computação que ela apresenta (capaz de gerar um caso particular de mente auto-consciente), podendo a espécie, em si, ser deixada de lado. Seria o caso de abandonar o paradigma biológico, de modo que a própria natureza humana poderia ser moldada para que algum sistema igualitário possa existir. Mas isso é algo bem forte.
Um estudo rigoroso de tudo isso precisa ser feito e ainda estamos bem no começo. Em minha opinião, o ponto a ser abordado agora é o estudo da mente e o que a gera, para finalmente podermos definir o que é um ser humano, qual é a generalização de humano etc. Não descarto qualquer hipótese.
O que me preocupa quanto a isso é uma condição necessária a qualquer reconstrução: a destruição. Mas ela virá certamente e, reitero, o conhecimento atual deve ser preservado, isto é, devemos ser capazes de, ao menos, impedir a queima da biblioteca, o que não é tão óbvio quando todos gritam com tochas nas mãos e uma idéia pouco razoável na cabeça.
A observação de melhorias não implica necessariamente que o processo seja convergente, ou seja, é possível que uma revolução análoga tenha resultados arbitrários e uma sucessão delas não tenda ao ótimo.
Sem uma boa definição, não há entendimento completo. Se não pode haver uma definição correta, então esse fato tem de ser estabelecido. Se não é possível demonstrar que tal definição não pode ser dada, então esse fato precisa ser estabelecido.
Se não mudarem a ponto de atrapalhar demais esse processo de entendimento, tudo bem.
Uma pesquisa pode ter uma nova perspectiva, mas um conhecimento não. Perder para reencontrar é contraproducente. Não seria interessante tentar provar tudo novavente apenas para fazer diferente. Prova é prova. Se ela não for rigorosa, cabe dúvida, mas ignorá-la não ajudará.
Certamente. Tudo é possível até que se prove o contrário, assim como toda constatação empírica é dúbia até que se prove o princípio.
Se as mortes que ocorrem no presente já causam tormento, imagine as mortes que serviram de base no passado para que a sua natureza prevalecesse (e você pudesse ser do jeito que é agora). Um verdadeiro banho de sangue. A diferença é que agora você pode fazer algo a respeito... ou não.
Não poderia concordar mais.
Re: Números em perspectiva...
Essa discussão é ótima, Negatereza. Peço desculpa por descordar do que, além de senso comum, é de boa intenção.
Infelizmente, não é bem assim.
A distribuição de riqueza não ocorre mediante fluxo de capital. Pode parecer simples mais não é. Enviar dinheiro à Africa, por exemplo, acaba por agravar a situação, remédios viram moeda, mantimentos são desviados etc.
Enquanto os interessados em encontrar uma solução continuarem a pensar que basta tirar dos ricos e dar aos pobres, ao invés de entender o problema de maneira sistêmica, a grande pobreza continuará existindo.
Não é fácil ver como dar dinheiro a bancos, fundos, instituições financeiras etc. pode ser melhor do que usá-lo para "acabar com a seca" no Nordeste, por exemplo.
Nosso sistema, em si, dependem de certas condições para continuar funcionando. Sua parada levaria a uma quebradeira sem precedentes (um apocalipse econômico em efeito dominó).
O pensamento de que há essa solução "fácil", vem da aplicação de conceitos de âmbito interpessoal, local ao indivíduo, mas uma extrapolação dessa magnitude não é possível, pois outras forças, antes desprezíveis, tomam espaço e o modelo não se aplica mais.
Roma depende mais dos destinos de suas ruas do que delas próprias, mas tais destinos dependem mais ainda de Roma.
A questão é: estamos prontos para (e dispostos a) deixar que o mato tome conta das ruas que levam a Roma? A resposta é não. Queremos apenas ser como os romanos. Roma est lux, mas à luz do sistema, nem todos podem ser romanos. O desconhecimento dessa dicotomia causa, além de perplexidade e inação, o mantenimento do sistema.
Não deixa de ser interessante como esse tipo de sistema desigual surge naturalmente nas populações humanas, mas que é profundamente triste, é.
Bem-vindo ao barco.
Ou seja, uma parcela (grande ou pequena) com capacidade (logística e intelectual) para tal consegue quebrar o sistema e acabam por colher os frutos dessa destruição. (Continue lembrando os eventos que sucederam as primeiras guilhotinadas em nome da igualdade...)
Uma nova ordem certamente virá, ou por continuidade desse ciclo histórico, ou por uma mudança em nossa natureza. Minha esperança é de que entendamos a natureza humana o suficiente para podermos moldá-la no futuro.
Se isso não for possível antes do próximo ciclo destrutivo se iniciar, então que pelo menos o conhecimento científico seja amplamente preservado de alguma forma (porque um dia a gente chega lá).
Não se põe em prática porque não se tem uma teoria boa o suficiente. Isso pode ser tão difícil quanto distorcer a gravidade, só vai ser possível ter uma idéia do quanto depois que realmente entendermos o que a gera.
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Enquanto uma solução geral não surge e é efetivamente aplicada, é importante lembrar que aqueles conceitos intuitivos são válidos no mundo micro (interpessoal). Portanto, a prática pessoal de auxílio a necessitados e simples contribuição pessoal, embora não resolva o problema, faz muito bem dentro do raio de interação social.
Re: Numeros em perspectiva...
o discurso é interessante... mas tem um problema social:
"resolver o problema da fome" por quanto tempo?
Não é tão simples... tem que se investir no desenvolvimento do ser humano, não encher a barriga dele e esperar que ele sinta fome denovo... tem que se dar a possibilidade que ele busque a comida com suas forças...
Isso é outro discurso bonito, mas tambem que nao se poe em prática