Enviado por O Velho, dom, 29/03/2009 - 07:23
No tema:
Eu não ia comentar nada sobre essa bobagem de "hora do planeta", mas não posso deixar de comentar dois posts brilhantes sobre o tema: do Carlos Hotta e Paula Signorini, ambos no excelente e re-estruturado ScienceBlogs.

Não poderia concordar mais! É uma maravilha ver pessoas que - como verdadeiros cientistas - possuem e exercem um pensamento crítico sobre as coisas, antes de seguir o "rebanho".
Fonte: ScienceBlogs








Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Ok, reconsidero. Ter utilizado a palavra "babaca" foi pesado demais (tentei editar para corrigir mas não existe a opção).
No entanto, continuo com o mesmo pensamento com o qual eu escrevi o post. Acho que tem muita gente que já perdeu as esperanças e não acredita mais em pequenas ações como a "hora do planeta".
Como dizia Charles Chaplin, “Para o triunfo do mal, basta que os bons fiquem de braços cruzados.” Digo isso apenas para reforçar a idéia de que, por mais que vocês façam muito pelo meio ambiente, não deveriam ir contra a este manifesto. Pelo entendimento que vocês tem, vocês deveriam ser os primeiros a apoiarem qualquer iniciativa que possa ajudar as pessoas a se "lembrarem" de que é preciso fazer sempre mais.
Ao invés de criticarem, o conhecimento de vocês poderia ser muito melhor utilizado para divulgar e COMPLEMENTAR a iniciativa.
Porque não fazer um post falando sobre como podemos fazer com que a hora do planeta esteja presente diariamente em nossas vidas? Parece que isso tem sido muito mais difícil do que imaginamos e é muito mais fácil criticarmos. Pensem nisso.
Abraços.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Vamos lá.
Eu realmente fui áspero nas minhas palavras e peço desculpas.
Velhote eu estou aqui desde sempre. Adoro o blog, mas como tudo na vida nada é perfeito e as vezes penso que vc dá umas pisadas na bola ( apesar do espaço ser teu e escrever o que bem entender)
Eu achei muito bacana a iniciativa do WWF e fiquei chateado e indignado quando vc tratou com tanto descaso e como já estava infeliz com algumas outras coisas desabafei.
O problema é que a sua opinao forma a de muitas pessoas , o efeito manada que tanto falaram ai embaixo, e com o agravante de você fazer parte de um grupo ambientalista, penso que você deveria apoiar isso e ajudar a forma a opiniao de uns e outros desavisados.
Abraços
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Obrigado por suas palavras Liquid. Eu também, muitas vezes, me excedo por aqui e acabo me arrependendo. Entendo que você tenha ficado chateado, pois muitas vezes questões como essas são mais passionais do que racionais. Percebo também a visibilidade deste site e o impacto que pode causar. Entretanto, independente disso, não pretendo me abster de manifestar minha opinião, mesmo alguns achando aqui que ela é arrogante, prepotente e mesmo desnecessária. Que eu deveria me limitar a postar notícias. Temo que, fazendo isso, o site perca personalidade e passe a ser um outro site de notícias, igual a qualquer outro. Penso muito sobre isso, mas acaba prevalecendo o fundamental para mim que é me sentir bem e feliz com o que faço.
Enfim, é isso. Já estou divagando, hehheheheh Vamos em frente. Ao infinito, e além!
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
A mente humana é algo maravilhoso.
Pois é, parece prepotência, sim. Isso é muito interessante. Entretanto, é apenas impotência momentânea (e suas consequências na mente humana).
Aqueles que foram contra tal ação identificaram (conscientemente ou não) o fato de que essa ação é uma resposta correta para um problema inexistente (ou, de outra forma, um paliativo para um problema existente).
Como esse é um contexto complexo, não é fácil ver isso, principalmente estando envolvido. É preciso abrir mão de solucionar o problema. Deixe de analisar a solução proposta e repense o problema original; apenas tente definir o que ele propõe exatamente, sem pensar em solucioná-lo.
Um exemplo: dar esmola. Essa é uma ação que nos ampara, nos poupando da experiência de negar ajuda imediata a quem precise. Não há qualquer coisa de errado em dar uma esmola e ajudar alguém momentaneamente. Entretanto, isso é apenas um paliativo, que serve para evitar a incômoda visão do problema sem solução. Todos se sentem bem, nada é resolvido, porque não havia o que resolver, o problema não foi corretamente entendido.
Como disse antes, quando a pessoa é confrontada com a natureza inócua do paliativo, a negação toma lugar, servindo de proteção contra a frustração (maior em nós do que nos animais). Se a negação evoluir até a fase de aceitação (passando por ira, "isso é um erro seu...!"; barganha, "talvez não chegaremos mesmo a um acordo..."; e depressão, "a Humanidade é viciosa em essência..."), um novo paliativo será escolhido, "certo, vamos pensar em algo que realmente funcione, desta vez...".
Que tal uma passeata? Certamente isso pode ajudar a convencer mais pessoas a fazerem... outra passeata? Não, a mobilização pode ajudar a conscientizar as pessoas... que já estão conscientes do problema (quem não sabe do desmatamento, da fome etc.?), apenas não estão interessadas em uma solução (em grande parte, porque já se reconfortam, justificadamente, com seu respectivo paliativo).
O ciclo se quebra quando, na fase a aceitação, é entendido o modelo geral, de modo que cessa a busca por paliativos (o que gera exposição direta à frustração, sem remédio desta vez).
Você percebe a ira?
Ela decorre diretamente da negação, depois do confronto. Se ele não fosse traumático, seria como alguém confrontar um erro de contas -- "ah, sim, claro: a fórmula não se aplica; não tinha visto", no lugar de "Que erro...? [negação] Não precisa se achar por ter apontado que não se aplica... [ira]".
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Olha Velho, realmente concordo com o liquidbyte. Você pisou na bola.
É muita prepotência sua e das pessoas que concordam com você achar que nada vai acontecer. De nada adianta ficar "indignado". Não adianta ficar dizendo "você nem imagina o que eu faço para ajudar". Realmente, não imaginamos não.
Uma campanha dessas é extremamente válida. Tem babacas que realmente não fazem nada para ajudar e apagam a luz por uma hora se dizendo ser ambientalista. Mas esses babacas participam. Esses babacas fizeram o seu papel na sociedade. Esses babacas podem ter chamado a atenção de pessoas que como ele não faziam nada e vão passar a fazer. Esses babacas sem querer incentivaram outras pessoas a fazer a sua parte, mesmo que eles não façam.
Agora eu pergunto, quem é mais babaca? Quem não faz nada para ajudar o meio ambiente mas participou e com isso chamou a atenção de outras pessoas a fazerem a sua parte ou será que mais babaca são aqueles prepotentes que dizem que não vão participar, que acham isso uma babaquice, que não vai adiantar nada, etc e tal?
Se eu fosse arriscar um palpite de qual babaca concientizou mais pessoas com a sua ajuda, o que apagou a luz por uma hora ou o que ficou se achando "o cara", eu diria que o primeiro babaca está a um passo de deixar de ser babaca. Quanto ao segundo... Eu diria que tudo tem salvação, mesmo estando um pouco distante!
É minha sincera opnião. Se ofendi alguém, é porque a carapaça serviu e não peço desculpas não.
Paulo
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Nossa! Quanta babaquice!
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Agora, falando sério: Ok. Eu entendo e respeito a opinião de vocês. É só isso que eu espero das pessoas aqui. Que discordem, mas que respeitem a opinião alheia. Sem agressões desnecessárias como "estúpido" e "babaca", pois, além de desnecessário, estes são conceitos relativos. Ainda diferentemente de vocês, não vou procurar convencê-los do contrário. Fico feliz que se sintam bem apagando as luzes. Ótimo. Mas, por favor, respeitem minha opinião, e dos colegas que eu citei.
Sem querer ser prepotente, trabalho desde 1983 com conservação da natureza, ligado à institutos de pesquisa no Brasil e no exterior. Nos últimos três anos trabalhei em uma das ONGs brasileiras de conservação à natureza mais importantes, em um projeto em parceria com a WWF Mundial, na Suíça, com a TNC (The Nature Conservancy), IUCN (União Internacional para Conservação à Natureza), entre outras. Conheço todas essas ONGs "por dentro". Estes 23 anos de trabalho ligados à conservação da natureza no Brasil, além do fato de que sou Ph.D. pela Universidade de Southampton, em UK, pelo Departamento de Ciências Biológicas e Meio Ambiente, são credenciais que me dão alguma autoridade para sustentar minha opinião. Entretanto, só não a desenvolvo aqui pois, como sabem, não gosto de misturar minha vida pessoal e profissional com a do "O Velho". São 23 anos dedicados a conservação da natureza. Por isso, me acusar de não "fazer a minha parte" é no mínimo leviano e irresponsável. Mas, se apagar a luz por uma hora lhe faz bem, vá em frente e seja feliz!
Saúde e Paz!
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Velho, me mantive ausente nesta questão pois fiquei intrigado com a sua posição quanto a campanha (e eu mesmo não sabia qual opinião dar) mas agora pude entender o porque da sua posição. Realmente você tem muita bagagem para falar sobre esse assunto.
Só uma pergunta que eu sempre me fiz e agora acho que tenho a oportunidade de receber uma resposta, se não quiser tudo bem:
Existem tantas ONGs pelo mundo cuidando do meio ambiente realizando campanhas, manifestações, acordos, etc. Algumas amplamente conhecidas e muito fortes. Será que estas ONGs não estão se tornando muito políticas e fazendo cada vez menos? Será que elas não estão se tornando empresas capitalistas e enriquecendo nas custas de "fieis" ambientalistas?
Não quero julgar é apenas um desconhecimento meu e um pressentimento que cada vez tenho mais certeza.
Eu me preocupo e faço a minha parte, sem precisar apelar a tudo isso.
Se cada um fazer o seu, não há necessidade dessa discussão toda.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Não sei se responde ou cria mais perguntas, mas, com certeza, acrescenta lenha:
O texto:
http://www.thebreakthrough.org/images/Death_of_Environmentalism.pdf
Reportagem sobre, em Português:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17678-15227,00-MICHAEL+SHELLENBERGER+O+AMBIENTALISMO+MORREU.html
Em vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=qwIW6LmEDAU
É só mais uma visão, bem interessante, de 2004.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Lembra-me uma discução entre dois rabinos que vi alguns anos atrás nos Simpsons. Segue, com adaptações:
Um dizia – Se você da alguma coisa para os outros deve fazer em segredo para não buscar fama. Pois se receber as glorias na terra não recebera as glorias no céu.
O outro dizia – Mas e se você o fizer de forma pública, o seu exemplo poderá servir de incentivo para outros e a bondade do seu ato será multiplicada várias vezes.
Pelo visto este tipo de discução já esta presente na sociedade a milhares de anos. Sempre desistiram os partidários dos dois lados.
Aqui temos, os que dizem que de nada adianta apagar a lâmpada por uma hora, se no mais não fazem nada. E os outros dizem que, os exemplos dados por quem apagou a lâmpada poderá servir para incentivar os outros.
Eu particularmente acho que não devemos simplesmente reduzir o consumo, eu na verdade consumo muito pouco, apenas acho que devemos fazer o uso racional dos recursos naturais. E que, o bom exemplo sempre pode incentivar os outros a melhorar.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
yay, discussão na internet!
eu quase não assito tv então não sei se foi veiculada nesse meio, mas fiquei sabendo dessa campanha no /b/ do 55chan (putz, eu sou um anão, que vergonha).
se a promoção da campanha foi feita somente na internet você tem que concordar que apenas um pentelhonésimo do povo brasileiro sabia dela. se foi feita na tv, fora do horário das novelas, ou dentro das novelas, quase ninguém prestou atenção.
eu cansei de assistir a propagandas da companhia de saneamento do ES pedido pelamordedeus pro povo diminuir o tempo no banho, não lavar carro com mangueira, não varrer a calçada com mangueira, não derrubar a mata auxiliar, não jogar o esgoto direto nos rios/córregos.
sabe quantas pessoas eu vejo fazendo tudo isso aí? trocentas. toda 2a, 4a e 6a, quando eu vou pro ponto de ônibus, eu vejo a mesma mulher lavando a garagem do prédio e varrendo a calçada com a mangueira. em frente ao ponto há um prédio com um muro de vidro, toda semana a faxineira está lá limpando com sabão e um esfregão e a água da mangueira correndo direto pro bueiro enquanto ela ensaboa os vidros. a quantidade de lava-carros com aqueles lavadores de pressão ou aqueles automatizados nos postos de gasolina só aumenta. o pessoal da classe média melhorou um pouco de vida e agora toma banhos de 20 minutos. o pessoal da roça continua derrubando árvores a toro e a direito, o pessoal de baixa renda que mora em locais sem sanemento continua jogando esgoto bruto direto no córrego que deságua no principal rio que abastece a Grande Vitória.
o enorme esforço de conscientização não adianta quase nada.
acho que a conscientização só funciona no Brasil através de novela (para o grande público), se a novela não mostrar ou fizer, ninguém presta atenção. educação ambiental poderia ser uma matéria obrigatória nas escolas (eu aprendi um bocado na aula de geografia), assim conseguiríamos incutir o/a comportamento/educação nas pessoas enquanto elas estão num período de formação da personalidade e caráter.
além disso, de acordo com estudos (procura no google) demora uns 400 anos pra mudar o comportamento e a cultura de um povo. não é uma campanhazinha que vai fazer uma diferença significativa a curto prazo.
então ao invés de chamar os outros de nomes na internet, procure fazer algo construtivo, tipo participar de movimentos na sua comunidade, na comunidade vizinha. voluntarie-se e tente conscientizar as pessoas ao vivo, funciona muito melhor.
ps: ah sim, procure estudar um pouco melhor as coisas antes de começar a emitir opiniões. o aquecimento global é uma preocupação muito válida, mas até agora é difícil achar um estudo conclusivo. existem vários cientistas empenhados em provar e desprovar essa teoria. não acredite em tudo que você lê ou ouve, faça um pouco de pesquisa para melhorar seu entendimento, formar melhor sua opinião e seus argumentos.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
RapaZ.....
Não poderia ter falado melhor, sem mais .
.
Os prepotentes que se explodam ou virem árvores
Falow.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Mais uma visão interessante sobre o fato, a qual, mais uma vez, eu concordo.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Eu conheço gente favorável à hora do planeta que não pensa duas vezes antes de jogar uma embalagem pela janela do carro.
Atitude efetiva que é bom, nada!
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Concordo com essas idiotices de "comportamento de manada" que sempre jogam em cima da populacao.
Mas discordo sobre a banalizacao da ideia que este movimento quis alertar.
Ou seja, n quer apagar a luz tal dia tal hora pra n ser um maria vai com as outras? tubo bem.
Soh n me diga que a populacao n precisa ser concientizada para se ter um estilo de vida mais sustentavel simplificadamente falando.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
comentei no meu blog:
portanto, concordo com eles.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Em anos essa é a primeira coisa estúpida que eu acho que o velho escreve.
Bobagem mesmo é você ficar colocando posts como " Mais um pego na botija..."
Velho se enxerga e tenta fazer sua parte pra melhorar esse nosso mundo.
Até o World Jump Day você publicou aqui como algo "legal".
Essa você pisou na bola
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Se você soubesse...
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Velho não se preocupe, apesar de terra ser quadrada (a terra redonda é uma farsa idealizada pelos designers da Apple, por achar q ficaria mais bonitinho) vc não vai derrubar seu Ipod no abismo no fim do mundo quando ficar no escuro
Todo mundo sabe que o aquecimento global é uma farsa criada pelo Google p/ os estudantes pesquisarem no site deles, p/ fazer trabalhos da escola,,, e assim o google ganhar mais dinheiro.
vc não está sozinho...

Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Leitura interessante: http://www.contraditorium.com/2009/03/28/hora-da-terra-viva-o-onanismo/
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
O mecanismo psicológico que faz com sejamos atraídos por essas ações não é apenas (nem principalmente) o "efeito rebanho", infelizmente. Ao longo de nossa evolução biológica, dado nosso grande poder computacional, desenvolvemos mecanismos para lidar com frustrações e problemas de difícil ou impossível solução, que, de outra forma, nos atormentariam sobremaneira.
Um deles é o paliativo reconfortante. Por exemplo, um animal irracional não seria atormentado com o fato de não ter a mesma mobilidade depois de machucar uma articulação; ele estaria reconfortado pela falta de dor e retorno à alimentação, ao coito etc. Mas nós precisamos de algo mais, porque somos capazes de prever melhor e mais detalhadamente o futuro.
Daí, a faca sob o leito para cortar a dor, a ladainha curativa, a esmola aos pobres, a hora do planeta, o dia do trabalhador etc.
Quem vai apagar a luz na "hora do planeta" não está apenas seguindo um grupo social; está percebendo o problema de difícil solução e, por não saber solucioná-lo imediatamente, resolve sua frustração com um paliativo.
O fato de perceber o problema é condição necessária a esse mecanismo e o espalhamento social dessa percepção serve para justificar a ação em si. Considere este parágrafo extraído de um dos muitos blogs que apoiam a citada ação: "O objetivo da campanha é alertar para os perigos do aquecimento global. Para isso, pede que os usuários votem pela Terra, em uma eleição entre esta e as mudanças climáticas. Para votar na Terra, a entidade pede apenas que as pessoas apaguem as luzes por essa uma hora."
Note que tal "eleição" é metafórica e simboliza o paliativo, mas a percepção do problema é real e necessária ao mecanismo. Note também que o objetivo de "alertar para os perigos do aquecimento global" é similar àquele do dia do trabalhador, por exemplo.
Se a natureza paliativa da ação for exposta e o indivíduo não entrar em negação (ou entrar nela, mas seguir até a fase de aceitação), ele voltará a sofrer, o que levará a outro paliativo reconfortante ou escolha de outro mecanismo (como a insensibilidade resultante de desamparo assistido).
Generalizar esse modelo é interessante, porque assim é possível identificar suas características em determinadas atividades humanas, sem precisar repensar todos os detalhes ou fazer juízo de valor (embora pareça, a que não conhece o modelo, que algum seja feito).
Buscar soluções que não sejam imediatas não é de nossa natureza animal. Mas se alguém conscientizar todas as ações cotidianas, vai se sentir isolado do grupo social. O conhecimento é tão alienante quanto a ignorância.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
isso me lembra aqueles adesivos da fita vermelha em apoio ao combate à AIDS ou os adesivos de "apoie as tropas" que os Americanos colam nos carros sem nunca levantar um dedo.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Excelente post Dectoplate, apesar de que ainda não cheguei a uma conclusão se a hora do planeta e o dia do trabalhador estão no mesmo barco. Quando estava pensando nisso ontem, sobre porque não via sentido algum em deixar a luz apagada, pensei em algumas manifestações que fazem contra a violência aqui no Rio de Janeiro, do tipo: abraçar a lagoa, acender uma vela na janela, grudar um adesivo no carro ou andar de branco no calçadão. De fato, isso nos mostra que se "está percebendo o problema de difícil solução e, por não saber solucioná-lo imediatamente, resolve sua frustração com um paliativo."
Mais uma vez, excelente. Por isso que há seis anos escolhi esse blog como meu preferido. O Nível de conversas que temos por aqui dificilmente se encontra em outro lugar.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Minha Vó estava preocupada que ia faltar luz na hora da novela. 5 pessoas tentando convencer que ela só apagarias as luzes se quisesse, mais não adiantou.
Re: E lá se vai o planeta, na sua hora
Sobre o aquecimento global, recomendo um documentário interessantíssimo de pouco mais de uma hora, chamado A Grande Farsa do Aquecimento Global (The Great Global Warming Swindle).
Quem assistir esse documentário nunca mais verá esse assunto com os mesmos olhos, combateram a hype em torno dessa "catástrofe" de forma genial e com ao que parece, fontes bastante confiáveis.