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Blog do O Velho

Coleção ou Entretenimento?

O hábito de colecionar coisas, muitas vezes um Hobby, permeia nossa sociedade desde seus primórdios. Entretanto, existe uma linha muito tênue entre, por exemplo, eventualmente adquirir um livro, e tornar-se um "bibliófilo" - um colecionador de livros capaz de buscar, acumular e catalogar preciosidades e raridades como ninguém, muitas vezes, prestando grande serviço a sociedade.

É assim com Discos, moedas, selos e, acreditem, sacos de vômito oferecidos em aviões. Então, por que seria diferente com games?

Entretanto, a linha que muitos cruzam é a de "possuir pelo possuir", e não necessariamente para entreter. Como o numismata que não usaria sua moeda rara para comprar um pão, nos pegamos comprando games que sequer jogaremos, apenas para completar uma coleção.

O fato é que em função dessa disponibilidade, proporcionada pela facilidade de acesso a uma quantidade absurda de jogos, muitas vezes envolvendo a prática da pirataria, perdemos muito na intensidade de nossa relação com os jogos. Na revista Veja desta semana, uma entrevista com Nick Hornby alerta para o mesmo fato ocorrendo com músicas.

Nick Hornby na revista Veja escreveu:
"Na adolescência, minha relação com a música era muito íntima e intensa, porque eu não tinha dinheiro para comprar muitos discos. Comecei minha coleção com o primeiro disco-solo do Paul McCartney, que eu ouvi bastante. Comprei outros discos, mas não foram muitos. Hoje é bem diferente. Outro dia, uma sobrinha minha me pediu algumas indicações de música. Dez minutos depois, eu havia carregado perto de 200 álbuns no iPod dela. Uma quantidade dessas seria um sonho inalcançável quando eu tinha 15 ou 16 anos. Não sei como os jovens se relacionam hoje com a música, que importância lhe dão, com esse acesso tão fácil a uma quantidade tão grande."

É exatamente isso! Também me lembro do primeiro disco que comprei com meu "salário" de entregador de jornais. Ouvi este disco até não poder mais, pois só teria dinheiro para comprar outro após 30 dias. E é assim com tudo que se transformou em digital. Nas cestas de promoções das Lojas Americanas, compro DVDs que não vou ver. Se quero ter uma música especial no meu MP3 Player, acabo baixando a discografia completa, com faixas que jamais ouvirei. E nas promoções do Steam, acabo comprando jogos que nunca vou jogar.

E o pior, a intensidade da minha relação com aquilo que {leio, ouço, jogo, assisto} é pulverizada pelas milhões de ofertas que a sociedade digital me empurra conexão abaixo, me fazendo saltitar de game em game, zapear de canal em canal, de musica em música. Não há tempo para saborear, amadurecer e refletir sobre aquilo que você acabou de consumir. A fila tem que andar. E, desta forma, sem um critério mais aprimorado para escolher aquilo pelo que vamos pagar, acabamos por premiar a mediocridade. Afinal, na minha coleção de games, que tratei de reorganizar hoje usando a nova versão online do interessante Collectorz, você vai encontrar jogos ruins, pelos quais eu paguei, mas que vieram em um pacote com o jogo que eu realmente queria.

De qualquer forma, depois de organizar grande parte da minha coleção, começo a ficar em dúvida se sou um jogador ou um colecionador de jogos. Já que as opções não são excludentes, vou ficar com os dois, por favor. Big Grin

Sincronizando

Sou do tempo do protocolo "DPL/DPC", que os amigos dinossauros da Informática vão reconhecer no acrônimo o processo de "Disquete-pra-lá/Disquete-pra-cá". Na instituição que trabalho tive a felicidade de ver a Informática florescer, e me orgulho em reconhecer que fui um dos semeadores. Porém, em um período, haviam computadores pessoais mas não havia rede e a utilização da Internet, ainda sem o protocolo HTTP, era cara e restrita. Assim, levar trabalho para casa, ou mesmo para sala ao lado, era um processo todo baseado no "protocolo DPL/DPC".

Vinte anos depois, continuo às voltas com uma solução decente. Não que eu seja um sujeito difícil, mas as opções tecnológicas são bem maiores e escolher qual a melhor é, talvez, a melhor parte. Tal qual na pescaria, onde o processo é mais importante que o peixe em si.

O segredo do processo é possuir sempre, tanto em casa quanto no trabalho, os mesmos arquivos. *EXATAMENTE* os mesmos arquivos. Palavra-chave: consistência. Obviamente, quanto menos trabalho melhor. Estamos tratando de uma ciência onde a "automática" faz parte do nome. Porém, considerando minha relativa ignorância, considero que as coisas não são tão simples assim.

A primeira opção é o valoroso e indefectível "Pen Drive". Muito mais "cool" que um CD ou DVD regravável, é o preferido de 9 entre 10 profissionais. Nada de errado com ele, se você considerar que ele pode ser perdido (a tampa pe perdida por 10 entre 10 possuidores!), e se tornar um vetor de vírus (7 entre 10). Contudo, o fato é que este novo protocolo "PDPL/PDPC" em nada difere do famoso protocolo dos anos 80, onde uma variação no processo A -> B -> C esculhamba com tudo. Por exemplo, quando um arquivo é atualizado em casa, outro no trabalho (A <-> B <-> C). Neste caso, um bom software de sincronia pode resolver o problema, como o SyncBack Pro, que estava utilizando até a pouco.

A vantagem do SyncBack Pro é que você pode dizer pra ele que você não tem um Pen Drive, mas, como no meu caso, um servidor FTP com espaço "infinito", e o processo fica razoavelmente simples. Quando sair do trabalho, clique para sincronizar com o servidor. Quando chegar em casa, clique para sincronizar com o servidor. E assim vamos levando a vida.

Tudo perfeito, até que o número de arquivos no servidor se torne significativo, a ponto do processo de indexação e verificação levar uma "eternidade". Você doido pra ir para casa, e tem que esperar o danado atualizar. Passei a deixar o computador ligado, agendando o SyncBack para sincronizar lá pelas 20:00hs.

Claro que soluções mais robustas de espelhamento automático existem. Não sou tão ignorante assim. Usei por um bom tempo, há alguns anos atrás, para backup de servidores em rede o excelente PeerSync. Uma maravilha da tecnologia moderna que sincroniza em tempo real arquivos com um servidor remoto. Porém, mesmo possuindo uma versão Workstation a um preço razoável, na minha situação, me parece um "canhão para matar uma barata".

Seguindo a sugestão do camarada clehax, resolvi experimentar novamente o Dropbox e estou muito contente. A versão gratuita lhe da 2GB e espaço e, o diferencial, um aplicativo que, uma vez instalado (clique aqui para baixar e instalar), se assenta na sua barra de ferramentas e mantém tudo sincronizado, sem sua interferência. Como se fosse um PeerSync bem mais simples. Até o momento o Dropbox tem agido rápida, discreta e automaticamente, exatamente como gostaria que fosse, e as opções pagas (50GB e 100GB) tem preços bem atraentes.

Porém, no meu caso, que tenho um servidor próprio, quando atingir minha cota de 2GB devo adquirir o PeerSync Workstation e passar a utilizá-lo exatamente como o Dropbox, só que armazenando os arquivos no meu próprio servidor, com a desvantagem de não ter a atrativa e eficiente interface Web, e os mecanismos de compartilhamento de pastas.

De qualquer forma, a solução que gostaria de ver, e que comentei nos meus pedidos para 2010, é de abrir e editar diretamente os arquivos no meu servidor. O que o PeerSync, Dropbox e o SyncBak fazem é manter consistentes três cópias de um mesmo arquivo. Mas eu gostaria de ter apenas um, em um único lugar, e usá-lo normalmente, de onde estiver. Espero viver para ver isso acontecer.

Um chiclete para o cérebro

No tema:

Ganhei de natal dos meus filhos o livro intitulado Guia Ilustrado Zahar de Filosofia.

Nos moldes dos excelentes Guias Visuais de turismo da Folha de São Paulo, dos quais eu já possuo alguns, publicados originalmente pela tradicional "DK" (Dorling Kindersley), que também publica o livro em questão.

O autor é um sujeito chamado Stephen Law, Filósofo e professor da Universidade de Londres, que tem publicado vários livros de sucesso de introdução à Filosofia e voltados à popularização do "pensar", de uma forma geral.

O livro é de excelente qualidade gráfica, bem traduzido e com capítulos bem interessantes, como:

  1. Introdução à Filosofia
  2. A História da Filosofia
  3. Ramos da Filosofia
  4. Kit de Ferramentas da Filosofia
  5. Quem é quem na filosofia

Além disso, Stephen Law procura abordar questões filosóficas com exemplos do dia-a-dia, citando inclusive o filme The Matrix!

Estou ainda no começo, na História da Filosofia, onde ele aborda as correntes ocidentais e orientais, mas gostando muito da leitura. Recomendo à todos que se interessam pelo tema, e procuram uma leitura didática, leve e descompromissada.

Em 2010, eu gostaria...

Ano novo, vida nova!", como diz a sabedoria popular. Época de listar as famosas "resoluções de fim de ano", fazer promessas e realizar pedidos. Aprendi com a vida a jamais prometer alguma coisa, mas pedidos eu não me acanho em fazê-los. Pois então, ai vão alguns pedidos que gostaria de ver realizados em 2010:

Desejo #1: Gostaria que o Steam guardasse os meus progressos nos jogos

Vocês vão notar que meus pedidos são até simplórios. Não tenho a pretensão de pedir "Paz na terra aos homens de boa vontade", ou algo assim. Vou começar com algo bem simples: Meu distribuidor de conteúdo predileto poderia salvar também, além dos meus jogos, os meus progressos!

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A "Loura Burra" de James Cameron

Não sou crítico de cinema. Nem pretendo sê-lo. Mas, não poderia deixar de comentar aqui, sem a prolixidade comuns a muitos críticos, minha experiência de ontem assistindo o último filme de James Cameron: Avatar.

Pocahontas salvando a vida do Capitão John Smith - Biblioteca do Congresso Americano - 1870
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A sensação que ficou foi, usando de uma analogia, de ter marcado um encontro com a mulher mais linda do {bairro, faculdade, trabalho, etc.} e descobrir, no início do jantar, que sua conversa tem a profundidade de um pires. Um colírio para os olhos, mas nada além disso.

Para completar, se você assistiu Pocahontas, da Disney, já conhece a história. Substitua "Novo Mundo" por "Pandora", "John Smith" por "Jake Sully", "Pocahontas" por "Neytiri" e "ouro" por "unobtainium" e temos a velha história pedófila, transportada de 1600 para 2154.

Tirando a história, sem muita novidades e repleta de chavões socio-ecológicos, o que resta é, sem dúvida, o visual maravilhoso de Pandora, suportado pela evoluída tecnologia 3D, cujo filme, sob a batuta do experiente Cameron, soube explorar em uma profundidade nunca antes atingida. E, por isso, e somente por isso, vale a pena assistir.

Perdidos no espaço

Nas grandes cidades, ou mesmo nas não tão grandes, perdemos o hábito de olhar para o céu à noite. A luminosidade e a poluição impedem que desfrutemos deste verdadeiro espetáculo, que atinge seu clímax na Lua nova, e quem já teve o privilégio de estar em um lugar ermo em um momento como este sabe a força que um céu absurdamente estrelado tem sobre nós. É algo que nos coloca no nosso devido lugar neste universo. Para alguns, pode ser transformador. Pois em algumas grandes cidades existe um consolo, que não é tão espetacular quanto o real mas não deixa de ser maravilhoso e valer muito a pena: O Planetário.

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RISK - de volta ao tabuleiro

Na minha época, os melhores games de RTS eram no tabuleiro e um dos melhores era o RISK, um concorrente direto do também bom e velho WAR.


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Pois o simpático pessoal da Hasbro/EA, que já haviam me enviado o novo Monopólio, na época do campeonatro mundial, me enviou agora o novo RISK.

O jogo está mais dinâmico e rápido, com três formas de jogar. Vale visitar o site do re-lançamento no Brasil e ver o que mudou, e checar o vídeo ai em baixo:

Vai ser legar curtir com meus filhos novamente um game de tabuleiro da minha adolescência!

Meu primeiro pedido

Outro dia fui fazer uma apresentação e os organizadores não tinham um apontador laser para me emprestar. Logo pensei:

- Volta-e-meia tenho que dar apresentações e tem coisas que, simplesmente, *TEMOS* que ter!

Clica daqui, clica dali e lembrei do DealExtreme, já falada por aqui. Resolvi experimentar e fiquei espantado com a quantidade de apontadores de lasers verdes disponíveis. Optei pelo verde pois o vermelho não é nenhuma novidade, e alguns dos disponíveis na DealExtreme chegam a ter 200mW de potência, suficientes para estourar balões à distância e acender fósforos!

Resolvi que não queria um "simples", mas também nenhum "mortal". Fiquei com o Green Laser Pointer Pen de 50mW, que imaginei mais do que suficiente.

Para informação e comparação, os apontadores lasers comuns, de "camelô", tem 1mW ou menos e são da Classe II. Os apontadores "de marca", têm entre 1mW e 5mW e são da classe 3R ou IIIa. Os apontadores com potência entre 5mW e 500mW (Classe 3B ou IIIb) e os com potência superiores a 500mW (Classe 4 ou IV) não podem ser usados legalmente em alguns países como apontadores. Big Grin

Meu pedido foi feito no dia 16 de Outubro e, qual não foi minha surpresa de encontrar o pacotinho aqui em casa ontem, quando cheguei do trabalho!


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Fiquei impressionado com a robustez e o peso da caneta, e especialmente com a potência de 50mW. O raio a noite chega a ser visível (apesar de no site dizer que apenas o de 200mW é visível), o que é suficiente para, por exemplo, apontar estrelas no céu à um grupo de pessoas. Além disso, chega a iluminar a sala do vizinho distante, apontando o laser por entre a janela. Agora minhas apresentações vão ficar bem mais impressionantes!

Sobre a DealExtreme, só posso dizer que em menos de um mês o "gadget" estava em minhas mãos, sem nenhum problema, imposto, atraso ou custo de frete. Fiquei fã e recomendo enfaticamente, sem restrições!

Firefox 64bits

Essa semana encontrei uma versão 64bits do Firefox que estou experimentando.

Porém, o danado insiste em não {funcionar, instalar} o Adobe Flash Player... Sinceramente, o Web Browser hoje é o aplicativo mais importante de um computador pessoal e está difícil encontrar um Web Browser decente, rodando decentemente em um Sistema Operacional 64-bits. Vamos ou não vamos em frente? Confused

Wavando

Chegou!

Agora é só arranjar tempo e "amiguinhos" para "wavar" junto comigo. Big Grin

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